Sem chuvas, estiagem em Coqueiros do Sul piora a cada dia
16/03/2025

A seca continua castigando Coqueiros do Sul e região, afetando diretamente os produtores rurais e comprometendo a safra. A última precipitação registrada no município ocorreu em 09 de março, variando entre 2 e 10mm, volume insuficiente para amenizar os impactos da estiagem prolongada. Para agravar ainda mais a situação, não há previsão de chuvas para os próximos 10 dias na região.
Até meados do dia 11 de março, a onda de calor prejudicou significativamente a produção agrícola, com temperaturas elevadas e falta de umidade no solo, impactando em aproximadamente 30% a 50% a produção de grãos em determinadas áreas.
As noites têm sido com temperaturas mais amenas, amanhecendo em torno dos 18°C e registrando neblina ao amanhecer. No entanto, mesmo com essa leve mudança climática, a falta de chuvas ocasionou e continua ocasionando sérios prejuízos para os agricultores.
O forte calor e a escassez hídrica reduziram drasticamente os níveis de água nos açudes e rios, impactando tanto a produção de grãos quanto a criação de peixes, levando muitos produtores a removerem os animais para evitar perdas ainda maiores. Diante dessa situação, a busca pelo Proagro cresceu absurdamente, programa de seguro agrícola que auxilia na compensação dos prejuízos causados pela estiagem. Muitos agricultores têm interrompido temporariamente a colheita para formalizar os pedidos junto aos bancos, pois só agora conseguem avaliar com precisão os danos causados pela seca em suas lavouras.
Além das perdas diretas na produção, a situação financeira dos produtores também preocupa. Com a quebra da safra, muitos enfrentam dificuldades para honrar compromissos financeiros, incluindo financiamentos agrícolas e despesas operacionais.
Diante da gravidade da situação, o município decretou situação de emergência ainda em fevereiro e aguarda a homologação pelos governos estadual e federal. O reconhecimento oficial dessa condição é essencial para que os produtores possam acessar medidas de auxílio, incluindo crédito emergencial e apoio técnico, além de viabilizar ações que minimizem os prejuízos causados pela estiagem.
A estiagem prolongada e a baixa umidade do ar também têm impactado a saúde da população. Há um aumento significativo de casos de diarreias e viroses, além de problemas respiratórios, agravados pelo ar seco e pela alta concentração de poeira devido ao avanço da colheita. O alerta se estende especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que devem redobrar os cuidados e manter a hidratação constante.
Diante da redução dos níveis de água nos rios, açudes e reservatórios, a população também deve redobrar a atenção e economizar água. O consumo consciente neste momento é fundamental para garantir o abastecimento e evitar um cenário ainda mais crítico.